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Publicado em 9 de julho de 2013, por em Notícias.
Família encontrou órgão compatível em banco mundial de doadores.
Pedro Lemos, de 2 anos, foi diagnosticado com a doença há 6 meses.

O menino Pedro Lemos Sanches, de 2 anos, esbanja alegria para a família e para a vizinhança do bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto (SP). A felicidade da criança, no entanto, depende de um transplante de medula óssea. Há seis meses, Pedro foi diagnosticado com leucemia, mas as quatro sessões de quimioterapia não foram suficientes para curar a doença. Após procurarem sem sucesso um doador no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), os pais de Pedro recuperaram a esperança da cura do menino ao encontrarem um doador compatível na Alemanha.

O desconhecido rapaz de 27 anos foi descoberto por meio de uma busca no banco mundial de doadores. Mesmo sem a confirmação oficial por parte do alemão, a família está otimista para a cura de Pedro. “O mais difícil nós conseguimos, que foi encontrar um doador. Agora é só esperar chegar a vez do Pedro, porque tem outras crianças na frente para fazer o transplante, mas acredito que até o final do ano ele fará a cirurgia. A 45 dias do transplante, os médicos entram em contato com o doador na Alemanha, confirmam se ele quer realmente doar, aí é feita a coleta da medula na Alemanha para fazer o transplante aqui no Brasil. Estou muito esperançosa, para mim já está claro que vai ser feito”, afirma a mãe de Pedro, a decoradora de interiores Nara Sanchez.

Para o pai do menino, o motorista João Carlos Sanchez, o encontro do doador é o fim da luta desde a descoberta da doença do filho. “É o final que esperamos para que tenhamos a cura definitiva dele. É uma alegria muito grande. É muito importante ver que pessoas de outros lugares do mundo se preocupam com essas coisas”, diz.

Assim como Pedro, outras 1.050 pessoas esperam por um doador de medula óssea no Brasil, de acordo com o Redome. O cadastro tem 3 milhões de pessoas como doadoras. Apesar do número, a probabilidade de compatibilidade entre doadores e receptores é somente de 1 para cada 100 mil pessoas. Segundo a assistente social do Hemocentro de Ribeirão, Marina Pereira Braga, a possibilidade de recorrer para a busca mundial de doadores aumenta as chances de cura da doença.

“Quando um paciente precisa do transplante, ele tem de 25% a 30% de chance de conseguir na família. Se isso não acontece, a gente parte para o banco nacional de doadores. Se o paciente não consegue aqui, fazemos a busca mundial. A coleta é feita em um banco mais próximo do doador. Então, o transplante pode ser feito em até 72 horas após essa coleta. Nestes casos, o material vem de avião”, explica.

Espera

20130708-230933.jpgRui, de cinco anos, espera por um leito para que possa fazer o transplante de medula óssea em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Além do esforço e da dificuldade de encontrar um doador compatível, os pacientes com leucemia em Ribeirão Preto ainda enfrentam a espera para realizar o transplante no Hospital das Clínicas (HC), único da região que presta o serviço. É o caso de Rui Capellaro, de 5 anos. Rui sofre de leucemia aguda desde fevereiro do ano passado. Há um mês, a família recebeu a notícia de um doador compatível brasileiro para o menino. Apesar da esperança, o pai de Rui, o biólogo José Luiz Capellaro, disse estar preocupado. Segundo ele, não há leitos disponíveis para que o filho faça o transplante imediatamente.

“Temos que esperar a vaga para poder fazer esse transplante, já que tem mais crianças necessitando. Cada paciente fica no mínimo 45 dias internado por conta do transplante. É uma demora que nos angustia. Recebemos com felicidade a notícia, mas mesmo assim ficamos apreensivos, porque até chegar o dia do transplante podem acontecer muitas coisas. A previsão é que assim que houver uma vaga seremos avisados. 45 dias depois do aviso a gente interna. Deve ser ainda este ano, mas não sabemos o dia ainda”, afirma.

De acordo com Capellaro, o HC possui quatro leitos para transplantados de leucemia – três para adultos e um para crianças. Procurada, a assessoria de imprensa do hospital não confirmou a informação.

20130708-230707.jpg O menino Pedro conseguiu um doador de medula óssea da Alemanha (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Portal G1 – Para ver o video da matéria, clique aqui -> http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/07/doador-alemao-da-esperanca-de-cura-crianca-com-leucemia-em-ribeirao.html